sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ponto de Equilíbrio Contábil da Atividade

Ponto de Equilíbrio Contábil da Atividade

Um enfoque - Uma contribuição para empresas no Lucro Presumido

O PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL DA ATIVIDADE é mais uma ferramenta importante de gestão da empresa. O Ponto de Equilíbrio corresponde onde as vendas (receitas operacionais) menos todos os custos (despesas operacionais mais resultado financeiro operacional) é igual a ZERO; isto é, a empresa não tem lucro e nem prejuízo.

Assim, a partir do Ponto de Equilíbrio cada produto vendido a mais corresponde a um lucro maior. Por quê? Por que os custos fixos se mantém iguais e os custos variáveis (custos de produção) se modificam a cada unidade fabricada.

Mas o que são custos fixos e custos variáveis? Os custos fixos são aqueles que não variam (não modificam) seus valores em função do volume de fabricação de produtos a serem vendidos. E os custos variáveis mudam a partir de cada produto fabricado a mais.

Podemos definir os custos variáveis assim:
. Impostos e Contribuições que incidem sobre as vendas:
IPI – ICMS – PIS – COFINS – ISS – IRPJ - CSLL
. Matéria prima e demais materiais para fabricação do produto a ser vendido
. Comissões de vendas
. Despesas/receitas financeiras necessárias para a operacionalidade da atividade

E os custos fixos podem ser:
. Salários e ordenados
. Encargos Sociais sobre salários e ordenados
. Depreciação de bens do imobilizado
. Gastos gerais de produção ou fabricação
. Despesas de vendas
. Despesas administrativas

A contabilidade fornece os elementos para o cálculo deste valor. A base das informações é o Balancete Mensal. Os Sócios Gestores/Administrativos precisam saber o volume de vendas mínimo da empresa, na qual seus custos e despesas são integralmente absorvidos e pagos.

Com base no Balancete Mensal que deve ser apurado mensalmente pelo seu contador, definir quais são as DESPESAS DA ATIVIDADE e as DESPESAS FINANCEIRAS operacionais; após, classificar estas despesas em FIXAS e VARIÁVEIS.

A vantagem de se conhecer o Ponto de Equilíbrio é que permite auxiliar nas decisões, como a necessidade de aumentar as vendas para obter um melhor resultado, bem como deixar fabricar produtos por não contribuir em melhorar a margem de contribuição, saneamento de prejuízos e enxugamento da estrutura operacional.

É uma ferramenta que informa aos Sócios Gestores/Administrativos o volume de vendas necessário, para um determinado período (mês/trimestre/ano), para cobrir todas as despesas fixas e variáveis incluindo o custo dos produtos/mercadorias vendidos.

É o ponto onde as receitas se igualam as despesas.

Este indicador tem como objetivo demonstrar o nível de produção/vendas em termos de volume (quantidade) e valor para que a empresa não tenha prejuízo em suas atividades; e a partir deste nível a obtenção de lucro desejado na sua atividade operacional.

Limitações da Análise do Ponto de Equilíbrio.
Apesar do Ponto de Equilíbrio ser uma ferramenta fundamental na administração do negócio, este coeficiente não é exato, sendo passível de alguma diferença no decorrer do período. E isso é fácil de explicar.

O Custo Fixo, na realidade ele não é fixo como se diz. Ele tem esta denominação, de custo fixo, porque ele não varia de acordo com as vendas, por isso que é chamado de custo fixo.

Porém, os custos que o compõem, na realidade variam de acordo com as despesas administrativas e gerais. Por exemplo, a energia elétrica, o gasto com comunicação, com veículos, despesas de viagens, manutenções, material de expediente e outros gastos considerados fixos, se não houver controle eles sempre estarão variando e, com eles variando, o Ponto de Equilíbrio também variará.

Por isso, este coeficiente tem seu valor aproximado. Mas apesar disso, o Ponto de Equilíbrio é uma ferramenta extremamente importante na administração do negócio.

A matéria tem como objetivo auxiliar e contribuir com a gestão administrativa das empresas visando melhorar seu desempenho e resultados. Pois empresas sem bons resultados não subsistem.

Para as empresas que desejarem, disponibilizo sem custo (gratuito) a planilha em “excel” de fácil utilização demonstrando a apuração do ponto de equilíbrio com um exemplo prático inserido, solicitando através do e-mail: ronaldovtrapp@terra.com.br.

A planilha em foco traz as seguintes informações:
a) Disponibilizado em duas colunas: do mês e acumulado até o mês
b) Receitas operacionais e devoluções de vendas
c) Custos da atividade
d) Custos financeiros que não são da atividade
e) Despesas fixas
f) Despesas variáveis
g) Resultado líquido após impostos
h) Índices do custo fixo sobre o custo variável
i) Ponto de equilíbrio da atividade (sem os custos financeiros que não são da atividade)
j) Margem de contribuição
k) Relação percentual para análise.

A presente matéria não tem como objetivo esgotar a matéria, e sim contribuir para melhorar a análise gerencial das empresas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Contabilidade, o Gerenciamento do Negócio e o Contador

A Contabilidade, o Gerenciamento do Negócio e a importância do Contador na Empresa

Com o objetivo de contribuir com a implementação das novas normas contábeis (IFRS), bem como demonstrar aos gestores das Empresas sobre a importância da contabilidade também nas PME - Pequenas e Médias Empresas com objetivos gerenciais, segue o artigo abaixo extraído do site Portal de Contabilidade.


CONTABILIDADE INTERNACIONAL PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Reinaldo Luiz Lunelli *

A contabilidade tem passado recentemente por um grande processo de convergência aos moldes internacionais, mas quem pensa que este arcabouço legal atinge somente as empresas de grande porte ou as de capital aberto, está muito enganado.

Vislumbrando a adoção de uma única linguagem contábil o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu o Pronunciamento Técnico PME que tornou-se de adoção obrigatória pelos contabilistas que registram os fatos contábeis das pequenas e médias empresas. A regulamentação veio através da Resolução CFC nº 1.255/2009, que criou a NBC T 19.41.

Segundo o Diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Sr. Charles Holland, a grande parte dos usuários da informação contábil ainda não está familiarizada com as novas normas contábeis. A maioria dos cinco milhões de empresários que serão obrigados a usar o novo padrão nos seus negócios não faz a menor idéia do que seja IFRS nem nunca viu o balanço da sua própria empresa.

Então, passada a tormenta das gigantes, agora é a vez das pequenas e médias empresas que são tidas pela resolução da entidade de classe, como sendo todas as sociedades, desde que não estejam enquadradas pela Lei 11.638/2007, como sociedades de grande porte. Estas últimas, são descritas como as que possuem ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual de R$ 300 milhões ou mais.

Assim, a partir de 2010, o padrão contábil internacional é de observância obrigatória para todas as entidades, independentemente da sua forma de constituição ou porte.

Para facilitar o atendimento da nova regulamentação contábil a resolução do Conselho Federal de Contabilidade, traz um resumo contendo premissas, conceitos básicos e as normas contábeis de forma didática em um documento com aproximadamente 225 páginas. Lembrando que o pronunciamento resumido é aplicável somente para as Pequenas e Médias Empresas, sendo as demais obrigadas à observância do conjunto completo de IFRS´s.

Dentre as principais alterações a NBC T 19.41, destaca no item 3.10 a obrigatoriedade das entidades apresentarem um conjunto completo de demonstrações contábeis pelo menos anualmente. Este conjunto é composto pelos seguintes demonstrativos (item 3.17):

• Balanço Patrimonial;
• Demonstração do Resultado do Período;
• Demonstração do Resultado Abrangente;
• Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;
• Demonstração dos Fluxos de Caixa e
• Notas Explicativas.

Nelson Carvalho que é o coordenador de Relações Internacionais do CFC lembra que ainda não foi definido quem fará a fiscalização deste processo, mas alerta que de qualquer forma o CFC obrigará os contadores a trabalhar com o padrão IFRS. Nelson Zafra que é o coordenador do grupo de estudos de IFRS para pequenas e médias empresas do CFC, admite que "ainda vai levar um tempo" para que todos entendam que as novas regras contábeis valem para todas as empresas.

Como profissionais da área, devemos atentar às alterações legais e aplicá-las o mais brevemente possível visando à qualificação dos nossos serviços e a valorização profissional da classe contábil. Os contadores deverão rever o preço cobrado pelos seus serviços devido à maior sofisticação das informações, em contrapartida vamos perceber uma substancial melhora na gestão das empresas brasileiras de menor porte que terão informações mais precisas para a tomada de decisões.

Se nós profissionais da contabilidade queremos deixar de ser vistos como “um mal necessário” para a simples apuração de impostos, devemos iniciar a transformação em nós mesmos, deixando de apurar os demonstrativos contábeis apenas quando nos são solicitados para atendimento a terceiros.

A contabilidade está mudando, não fique para trás, aperfeiçoe-se com ela.

* Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista, auditor, consultor de empresas, professor universitário, autor de diversos livros de matéria contábil e tributária e membro da redação dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PIS/COFINS: Escrituração Fiscal Digital

PIS e COFINS: Escrituração Digital


1) Foi publicada hoje a IN-RFB nº 1.052 (DOU 07/07/2010) que institui a EFD-PIS/COFINS - Escrituração Fiscal Digital para o PIS e da COFINS.

2) Ficam obrigadas as PJ a adotar a EFD-PIS/COFINS (art. 3º):
I – As PJ sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado e tributadas pelo critério com base no Lucro Real, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2011;
II – Às demais PJ tributadas pelo critério do Lucro Real, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/07/2011;
III – As PJ tributadas pelo critério do Lucro Presumido ou Arbitrado, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2012.

3) As instituições financeiras, as empresas de secutirização de créditos imobiliários, financeiros e agrícolas, as operadores de planos de saúde e as empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, também estão obrigadas a adotar a EFD-PIS/COFINS, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2012 (art. 2º, §3º).

4) Todas as demais PJ não obrigadas a apresentar poderão adotar a EFD-PIS/COFINS em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2011 (art. 3º, §1º).

5) A EFD-PIS/COFINS deverá ser transmitida mensalmente ao SPED até o 5º dia útil do 2º mês subseqüente a que se refira a escrituração, inclusive nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial (art. 5º).

6) Após a adoção e a partir dos prazos definidos para sua apresentação, a não entrega da EFD-PIS/COFINS acarretará a aplicação de multa em R$ 5.000,00 por mês-calendário ou fração (art. 7º).

7) A EDF-PIS/COFINS deverá ser submetida ao PVA – Programa Validador e Assinador a ser disponibilizado no sítio da RFB, contendo no mínimo, as seguintes funcionalidades (art. 4º):
I – Validação do arquivo digital da escrituração;
II – Assinatura digital;
III – Visualização da escrituração;
IV – Transmissão para o SPED;
V – Consulta à situação da escrituração.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Auditoria Interna para Gestão

AUDITORIA INTERNA PARA GESTÃO


Uma ferramenta de controle interno da Administração


1) A AUDITORIA INTERNA é praticada geralmente nas grandes empresas, que precisam certificar-se da eficiência dos controles internos para segurança da gestão da companhia e melhor geração de resultados.

2) No entanto é de grande importância também para as PEQUENAS e MÉDIAS EMPRESAS, cujo trabalho pode ser efetuado por um assistente da DIRETORIA, sem onerar muito o custo dessas empresas.

3) A AUDITORIA INTERNA é um controle gerencial que funciona por meio de medição e avaliação da eficiência e eficácia de outros controles. Deve ser entendida como uma atividade de assessoramento à administração quanto ao desempenho das atribuições definidas para cada área da empresa, mediante as diretrizes políticas e objetivos por ela determinados.

4) Consiste num setor de assessoramento da empresa, incumbido pela Diretoria de efetuar as verificações necessárias e de avaliar os sistemas e procedimentos da empresa, com vista a minimizar:
4.1) O não cumprimento das metas e estratégias da empresa;
4.2) O descumprimento dos princípios contábeis, fiscais e legais;
4.3) Probabilidades de erros e/ou fraudes;
4.4) Práticas ineficazes e/ou ilegais de procedimentos.

5) A auditoria interna deve ser independente na empresa e se reportar diretamente à Diretoria.

6) Os principais objetivos de um Auditor Interno são:
a) Verificar a existência, a suficiência e a aplicação dos controles internos, bem como contribuir para o seu aperfeiçoamento;
b) Verificar se as normas internas estão sendo seguidas;
c) Verificar a necessidade de melhoramento das normas internas vigentes;
d) Avaliar a necessidade de novas normas internas.

7) Às vezes, dentro da empresa as maiores perdas acontecem quando:
a) Os recursos financeiros não recebem acompanhamento desejado;
b) Não são avaliados os balancetes e os resultados de forma mensal;
c) As contas patrimoniais (Ativo/Passivo) não são conciliadas mensalmente para assegurar sua legitimidade;
d) As contas de resultados (Receitas/despesas) não são avaliadas considerando o desempenho esperado e as metas estabelecidas;
e) Excesso de estoques ou estoques obsoletos que configuram compras irregulares ou não previstas;
f) Desperdícios de matéria prima e de materiais diversos nos custos dos produtos;
g) Não aproveitamento de créditos tributários (ICMS, IPI, PIS, COFINS, IRRF, IR, CSLL);
h) Não elaboração de um orçamento empresarial (Receitas – despesas – investimentos - produção);
i) Não haver um planejamento tributário;
j) Não haver segregação de funções dos empregados;
k) Estrutura organizacional não compatível com o porte da empresa.

CONCLUINDO, a implantação do setor de Auditoria Interna nas PEQUENAS e MÉDIAS EMPRESAS é uma ferramenta de gestão muito útil para melhoria do desempenho administrativo e gerencial, além de propiciar à Diretoria maior segurança administrativa e melhorar a geração de resultados.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PLANEJAMENTO: O caminho Certo para o Sucesso

PLANEJAMENTO: O caminho certo para o sucesso



Planejar é uma atividade vital para qualquer empresa que deseja ter sucesso. No atual contexto do mundo dos negócios, o planejamento transformou-se em sinônimo de qualidade de gestão, criando condições práticas para assegurar padrões de competitividade e sobrevivência.

O planejamento, portanto, está ganhando força e status dentro das organizações, transformando-se em poderosa ferramenta de gestão.

Trabalhar com planejamento torna mais fácil atingir os objetivos da empresa. Além disto, evita aquela situação incômoda de 'apagar incêndios', lidando com imprevistos e coisas do gênero.

Para auxiliá-lo no planejamento de sua empresa, procure seguir os passos indicados abaixo:

Como planejar?
Faça uma análise da atual posição de sua empresa no mercado. Depois, defina onde pretende chegar. Por último, estabeleça ações que necessitam ser colocadas em prática para que as duas partes se conectem.

Quando começar o planejamento?
Muitas empresas começam a definir seu planejamento para o próximo ano já a partir de setembro, de maneira que, em novembro, no mais tardar dezembro, já exista um plano formal e oficial para nortear as ações do próximo ano.

Após fazer o planejamento para o próximo período, comece a construir as bases para o planejamento de médio e longo prazos, de maneira que possa trabalhar dentro de um modelo de gestão com excelência, tornando possível a geração de crescimento para a empresa e desenvolvimento para a sociedade.

É só planejar e pronto?
Nada disso! Tão mais importante do que planejar é desenvolver um controle das atividades que estão sendo executadas, pois sempre há ajustes a serem feitos. O controle é a outra face da moeda chamada planejamento.

Aprender com o passado
Para um planejamento bem feito, é preciso analisar as experiências do passado. Aprender com os erros é essencial para o sucesso. O aprendizado é um componente de grande valor num planejamento, pois corresponde a uma experiência vivida.

Pontos que um planejamento deve abordar:
O planejamento deve ser composto por um conjunto de ações, envolvendo as áreas de Administração, Finanças, Marketing, Produção e Serviços, Recursos Humanos e Informática para cada mês do ano, acompanhado das respectivas metas e prazos.

Deve ser considerada uma previsão de receitas, despesas e volume de vendas para o ano seguinte. Além disto, um planejamento deve ser feito sob três condições: uma realista, uma otimista e outra pessimista.

Se for o caso, procure desenvolver um método próprio para a sistemática do seu planejamento: você pode fazer uso de tecnologias avançadas ou trabalhar com as ferramentas básicas de seu dia-a-dia, mas o importante é, sempre, planejar.

O planejamento deve envolver a opinião de todos na empresa:
Os colaboradores da empresa, de todos os departamentos, devem oferecer suas contribuições no processo de construção do planejamento. Deve-se promover discussões internas para que todos estejam comprometidos com as ações a serem desenvolvidas. Aliás, comprometimento é palavra-chave para obter o sucesso, neste caso.


Se você já trabalha dentro de uma filosofia empresarial de planejamento, parabéns. Do contrário, nunca é tarde para começar a desenvolvê-la.

Fonte: Portal Contábil SC - por Luiz Antonio Balaminut – Contador/Advogado. Acesse: www.balaminut.com.br http://luizbalaminut.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de março de 2010

MODELO DE GERENCIAMENTO DE EMPRESAS - Controles Internos Importantes na Empresa

MODELO DE GERENCIAMENTO DE EMPRESAS


Controles Internos Importantes na Empresa


“FATORES QUE CONTRIBUIRÃO PARA O NÍVEL DE CONTROLES INTERNOS DA EMPRESA

a) Organização da empresa quanto às funções:
    As responsabilidades e funções devem ser SEGREGADAS (separadas e definidas) a fim de que nenhuma pessoa possa controlar TODAS as fases de uma mesma transação ou processo crítico.

    Cada gerente deve ter a autoridade de tornar a ação corretiva necessária de acordo com suas responsabilidades.

    Responsabilidades individuais devem ser sempre definidas a fim de que sejam efetivamente cumpridas.

    Um gerente que determina responsabilidades e delega autoridades aos subordinados deve ter um sistema efetivo de verificação para que as tarefas delegadas sejam efetivamente cumpridas.

    Os subordinados a quem são delegados autoridade devem poder exercer tal autoridade sem supervisão. Mas devem também trazer aos superiores quaisquer exceções significativas.

    As pessoas devem reportar a seus superiores a maneira pela qual têm exercido suas responsabilidades, e receber destes um feedback sobre onde são necessárias melhorias no desempenho.

    A organização deve ser suficientemente flexível para permitir mudanças em sua estrutura. Nada deve ser imutável. Sempre há espaço para melhorias nos processos. As organizações são vivas, dinâmicas, e muitas vezes é preciso mudar para não ficar para trás. Tudo deve ser questionável.

    A estrutura organizacional deve ser tão simples quanto possível. Se a empresa fosse começar novamente do ponto zero, seria necessária uma estrutura idêntica à existente?

    Organogramas e manuais de procedimentos devem se preparados para ajudar o planejamento, controlar as mudanças, e fornecer um melhor entendimento da forma da organização, interligação de autoridades e distribuição de responsabilidades.


b) Normas para a estrutura organizacional:
    As estruturas variam conforme a empresa, devendo cada uma definir uma estrutura adequada de:

    1) Poderes e responsabilidades bem esclarecidos, mediante um organograma de conhecimento amplo, e descrição de suas funções.

    2) Preparo do pessoal e provisão de recursos apropriados ao desempenho das responsabilidades atribuídas.

    3) Atribuição de responsabilidade e delegação de autoridade para tratar de assuntos tais como metas, objetivos, funções operacionais, forma de organização, estilo administrativo, exigências legais e fiscais.

    4) Orçamentos e relatórios financeiros para definir e quantificar o desempenho das responsabilidades concedidas e acompanhar as atividades em todos os níveis da estrutura organizacional.


c) Normas para o desenvolvimento do pessoal:
    1) A integridade e competência do pessoal são fundamentais para atividade de controle exercida pela Administração, devendo ser considerados procedimentos adequados para: contratação, avaliação, remuneração e treinamento.

    2) As normas para o aperfeiçoamento do pessoal devem ter como objetivo principal a motivação para a cooperação na sua ação de trabalho.


d) Normas para Orçamentos:
    1) Avaliação de desempenhos.

    2) Comparação do desempenho real com os objetivos e padrões.

    3) Análise dos desvios dos objetivos padrões.

    4) Tomada de ação corretiva provocada pelas análises efetuadas.

    5) Acompanhamento para avaliar a eficiência da ação de natureza competitiva.

    6) Adição de informações ao processo de planejamento, para desenvolver os ciclos futuros da atividade administrativa.


e) Políticas:
    Uma política é uma regra que requer guia, ou restringe a ação. As políticas devem seguir certos princípios:

    1) Devem ser claramente estabelecidas por escrito e organizadas sistematicamente em manuais.

    2) Devem ser sistematicamente comunicadas e acessíveis a todo pessoal da organização.

    3) Devem estar de acordo com as leis aplicáveis, e consistentes com os objetivos e diretrizes prescritos em níveis superiores.

    4) Devem promover a conduta de atividades eficiente e economicamente a fim de prover um nível satisfatório de certeza de que os recursos da empresa são resguardados.

    5) Devem ser revisadas periodicamente, para melhorias contínuas, ou quando as circunstâncias mudam.


f) Procedimentos
    Procedimentos são métodos usados para exercer atividades de acordo com as políticas prescritas. Os mesmos princípios aplicados a políticas aplicam-se aos procedimentos.”
(Fonte: www.portaldeauditoria.com.br)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Balanço Social das Empresas

Balanço Social das Empresas

Instrumento da Responsabilidade Social


Com a globalização das informações e a preocupação social em relação a qualidade de vida das pessoas e a preservação do nosso planeta, o BALANÇO SOCIAL é uma ferramenta que tem a capacidade de mostrar e medir esta preocupação.

O BALANÇO SOCIAL é um demonstrativo pela qual a empresa reúne um conjunto de informações mostrando para seus investidores e para a sociedade onde está inserida as ações sociais que a empresa faz por seus funcionários, dependentes e comunidade, mostrando transparência em suas atividades que buscam melhorar a qualidade de vida para todos.

Desta forma, estas informações são indicadores sociais que propiciam à empresa os seguintes benefícios:
     a) Aumento da motivação e de produtividade dos seus funcionários e administradores;
     b) Fortalece sua imagem institucional na sociedade;
     c) Proporciona maior incremento na participação de seus produtos no mercado;
     d) Por consequência gera mais riquezas para si e para a comunidade.

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) através da Resolução nº 1003/2004 aprovou a NBC T 15 – Informações de Natureza Social e Ambiental, instruindo as informações que devem ser divulgadas pela empresa, independente do seu porte econômico, a partir de 01/01/2006:
     1) A geração e distribuição de riqueza;
     2) Os recursos humanos;
     3) A interação da empresa com o ambiente externo;
     4) A interação com o meio ambiente.

O BALANÇO SOCIAL ainda não é uma informação obrigatória a ser divulgada, porém a Resolução nº 1003/2004 do CFC estabelece procedimentos para evidenciação de informações de natureza social e ambiental, com o objetivo de demonstrar à sociedade a participação social das empresas.

Destarte, aplica-se a todas as empresas, independente se são de grande porte ou não. O objetivo é demonstrar a responsabilidade social que cada empresa tem. A seguir informações para elaboração nas PEQUENAS e MÉDIAS EMPRESAS.


Informações para implementação:
BALANÇO SOCIAL ANUAL
PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS


01) Identificação:
      . Da empresa: Nome, endereço e CNPJ
      . Sua atividade econômica

02) Indicadores econômicos:
      . Receita bruta, menos devoluções de vendas
      . Impostos e contribuições sobre a receita bruta
      . Receita Líquida Operacional
      . Lucro líquido do exercício, após IR/CSLL
      . Folha de pagamento bruta com encargos sociais

03) Indicadores sociais internos (para os funcionários):
      . Programa de alimentação do trabalhador
      . Assistência média, odontológica e ambulatorial
      . Gastos com segurança no trabalho e seguro de vida
      . Auxílio escolar e bolsas de estudo
      . Treinamento e desenvolvimento profissional
      . Vale-transporte
      . Cestas de natal
      . Outros

04) Indicadores sociais externos (para a comunidade):
      a) Contribuições para a comunidade:
          . Doações e filantropia
          . Investimentos em projetos culturais e artísticos
          . Investimentos em educação e alfabetização
          . Outros

      b) Tributos pagos no período:
          . IR, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS, IPTU
          . Outros

05) Indicadores do corpo funcional:
      . Números de funcionários no final do ano
      . Números de admissões no período
      . Número de demissões e saídas no período
      . Número de pessoas beneficiadas com o primeiro emprego
      . Número de funcionários com formação de ensino técnico e superior
      . Número de estagiários durante o período
      . Número de menores aprendizes
      . Número de funcionários não-alfabetizados
      . Número de funcionários acima de 45 anos de idade
      . Número de mulheres na empresa
      . Número de negros na empresa
      . Número de funcionários portadores de alguma deficiência
      . Outros

06) Informações sobre a cidadania empresarial:
      . Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa
      . Número total de acidentes de trabalho no período
      . Uso da política de participação nos lucros para os funcionários
      . Outros

07) Interação com o meio ambiente:
      . Investimentos em tratamento de efluentes e resíduos
      . Investimentos com processos operacionais para a melhoria do meio ambiente
      . Gastos com educação ambiental para funcionários e terceirizados
      . Gastos com educação ambiental para a comunidade
      . Outros

Como fonte de consulta complementar, acessar o site www.balancosocial.org.br, que traz mais orientações e modelos de balanço social.